sexta-feira, 19 de setembro de 2008

BOVESPA-Índice dispara 9,28%, na maior alta em quase uma década

SÃO PAULO, 19 de setembro (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou a euforia de Wall Street com o anúncio de um plano do governo dos Estados Unidos para estancar a crise financeira e fechou a sexta-feira com a maior alta diária em quase uma década.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 9,28 por cento, para 52.914 pontos. O avanço foi menor apenas que os 33 por cento de valorização registrados em 15 de janeiro de 1999, na época da maxidesvalorização do real.

O movimento foi puxado pelas ações de empresas financeiras, a reboque da tendência internacional, e de commodities, que têm o maior peso no índice.

BM&F Bovespa sintetizou o ânimo do investidor, com uma disparada de 15,7 por cento, a 9,08 reais. Dentre as empresas ligadas a matérias-primas, Usiminas puxou a fila, saltando 18 por cento, para 47,00 reais.

O índice Dow Jones teve valorização de 3,5 por cento.

Pela manhã, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou um plano para tentar contornar a crise criada com o colapso no mercado de crédito hipotecário no país.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

BOVESPA-Índice dispara na última hora do pregão, seguindo NY

SÃO PAULO, 18 de setembro (Reuters) - A rota de valorização na Bolsa de Valores de São Paulo ganhou impulso na última hora do pregão, puxada pela valorização forte em Wall Street.

Às 16h17, o Ibovespa , seu índice mais importante, dava um salto de 5 por cento, aos 48.223 pontos. Era a maior alta diária desde os 6,6 de valorização registrada pelo índice em 30 de abril, dia em que o Brasil conseguiu o investment grade pela agência Standard & Poor's.

Na Bolsa de Nova York, a diminuição dos temores com a crise bancária nos Estados Unidos fazia o índice Dow Jones subir 3,23 por cento.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Alberto Alerigi Jr.)

Bovespa inverte tendência e valoriza 1,60%; dólar alcança R$ 1,94

da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inverte a tendência novamente e volta operar em terreno positivo. A Bolsa oscila em tentar uma recuperação, após acumular perdas de 30% no ano, ou ceder ao nervosismo dos investidores com a crise financeira global.

Pela manhã, o mercado reagiu favoravelmente ao esforço concentrado de seis dos principais bancos centrais do planeta para fornecer recursos aos bancos e evitar um "congelamento" das linhas de crédito. Após a quebra do Lehman Brothers e os problemas da AIG, no entanto, a crise de confiança do sistema financeiro ganhou escala.

O termômetro dos negócios da Bolsa, o Ibovespa, avança 1,60% e atinge os 46.645 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,86 bilhões.

O dólar comercial é cotado a R$ 1,948 na venda, em forte alta de 4,28%. A taxa de risco-país marca 356 pontos, em declínio de 4,04%.

Após o entusiasmo inicial com o esforço concentrado dos BCs, as Bolsas de Valores européias perderam boa parte do ímpeto e concluíram os negócios em queda ou apenas com altas modestas. Em Londres, o índice de ações FTSE cedeu 0,57%; em Paris, o índice Cac perdeu 0,94%, enquanto em Frankfurt, o Dax valorizou somente 0,04%. A Bolsa de Nova York valoriza 0,38%.

Pacote bilionário

O Federal Reserve (banco central dos EUA) e mais cinco autoridades monetárias ofereceram mais de US$ 200 bilhões em empréstimos de emergência para deter a crise de confiança entre os bancos e que afeta a circulação de crédito mundialmente. A crise foi detonada pela quebra do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos dos EUA, gerando um ambiente de desconfiança generalizada no sistema financeiro global.

O banco central americano já despendeu entre US$ 900 bilhões e US$ 1,5 trilhão para tentar deter os piores desdobramentos da crise financeira que abala a economia americana desde a segunda metade do ano passado, principalmente.

Além das injeções de recursos bilionárias no sistema bancário, para evitar que a circulação de recursos entre os bancos congele, a autoridade monetária também tem feito esforços em resgatar instituições financeiras à beira ou em pleno estado falimentar, a exemplo do banco Bearns Stearns, no ano passado, ou da seguradora AIG, nesta semana.

Inflação e Copom

No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) informou que o IGP-M apontou inflação de 0,04%, em sua segunda leitura para o mês de setembro. No ano, o indicador acumula alta de 8,40% e, em 12 meses, a alta acumulada é de 12,24%.

O Banco Central admitiu que a inflação ainda não apresentou uma melhora 'convincente'. A revelação faz parte da ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), relativa à reunião da semana passada, em que a taxa de juros foi ajustada de 13% para 13,75%.

Divulgada hoje, a ata mostra que, para a maioria dos diretores integrantes do Comitê, nem mesmo a desaceleração da economia mundial e seu impacto na economia brasileira podem garantir a manutenção da inflação dentro das metas.

carlos maciel (1) 18/09/2008 15h34

Juros alto tem se mostrado eficiente. Neste momento o suposto erro do Brasil não passa de acerto. Vejam que foram os juros baixos nos EUA do ano 2001 para cá que levaram à uma desenfreada especulação imobiliaria e bancarrota de todos os envolvidos. O Brasil ia no mesmo caminho se os juros estivessem a nivel americano. credito façil e insolvencia mais façil ainda. sem opinião
avalie fechar


João Oliveira (32) 18/09/2008 15h20

Em comentário anterior, aqui na Folha, eu já previa que a tendência do dólar era de subida. No entanto, não achava que, em um curto espaço de tempo, atingiria R$1,95!
Isto é o que se chama de auto-regulação do mercado; o dólar a R$1,58 era insustentável.
Pois bem.
Volto a repetir: a economia americana é muito forte. Não vai ser um trilhão de dólar que a derrubará.
Eles, os americanos do norte, com certeza, empreenderão mecanismos de reaver um, dois ou três trilhões de dólares, jogados na ciranda financeira.
Nós, americanos do sul, do Brasil - ao revés - sequer recuperamos um bilhão e meio de dólares do Banco Marca. sem opinião
avalie fechar

Henrique Cadore (1) 18/09/2008 14h57

Nesse exato momento aspirantes a milionários estão chorando e com medo de terem perdido seus tostões minguados, que um dia tiveram esperança de fazer crescer sem muito esforço. Não se ganha dinheiro trabalhando, é não se ganha mesmo, estavam certos, pois não se ganha dinheiro de jeito nenhum porque não tem pra todo mundo mesmo. Não se pode condenar e chega a ser triste o coitado que investiu e leu na revista que podia juntar um milhão fácil. Agora o mercado diz, prezado miserável espere mais alguns anos para ter seu lucro de volta ou venda tudo e assim alimente os verdadeiros investidores, aqueles que agora estão com a sua grana. Pobre que não tem ações como eu agora correm pra montanha pra escapar do que vem por aí. Tô sentindo um clima econo-apocalíptico no ar.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dólar fecha a R$ 1,82; Bovespa inverte e avança 1,15%

da Folha Online

O mercado de câmbio empurrou o preço da moeda americana para o seu maior nível desde janeiro deste ano. A aversão ao risco continua a dar o tom dos negócios, numa sessão marca pela espera do Federal Reserve, o banco central americano, que anunciou nesta terça-feira a nova taxa básica de juros desse país. Somente neste mês, o dólar já valorizou 11,56% contra o real.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,824 na venda, o que representa um acréscimo de 0,88% sobre a cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,960, em alta de 1,55%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inverteu a tendência de queda e sobe 1,15%, atingindo os 48.972 pontos (pelo Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 5,57 bilhões.

Em linha com as expectativas de uma boa parcela do mercado financeiro, o Fed optou por manter a taxa básica em 2%, por unanimidade. Na reunião anterior, do dia 5 de agosto, houve um voto derrotado pelo aumento.

Analistas ressaltam que o cenário econômico permanece nebuloso, enquanto o mercado financeiro procura antecipar qual a próxima "bola da vez", após a quebra do Lehman Brothers, um dos maiores bancos de investimentos dos EUA.

A seguradora AIG está no centro das preocupações neste momento: sofreu um rebaixamento maciço pelas agências de rating (nota de risco de crédito) e já recebeu uma autorização especial para buscar capitalização com suas filiais no exterior.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, elevou as taxas projetadas para 2009 e 2011. Hoje, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou que o IGP-10 apontou deflação de 0,42%, em setembro, contra uma alta de 0,38% em agosto. Os preços no atacado (o componente IPA) tiveram deflação de 0,75%.

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 13,99% ao ano para 14,01%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi mantida em 14,63%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 14,45% para 14,54%.

Bolsas da Ásia fecham em fortes quedas com reflexo da crise nos EUA

da Folha Online

Atualizado às 06h15.

As Bolsas da Ásia fecharam no vermelho nesta terça-feira sofrendo o resultado do terremoto causado pelo pedido de concordata do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (15). Os mercados da região têm seu segundo dia de perdas e seguem a tendência das Bolsas de todo o mundo, que ontem tiveram o dia de maiores quedas desde o 11 de Setembro.

Entenda a quebra do banco Lehman Brothers
Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio (Japão), fechou o dia em queda de 4,95%, aos 11.609,70 pontos, no seu primeiro dia após o anúncio --na segunda os mercados japoneses não abriram devido a um feriado local.
Kin Cheung/AP
Operadores da Bolsa de Hong Kong demonstram preocupação com queda de 5,04% do mercado hoje, puxado pela crise nos EUA
Operadores da Bolsa de Hong Kong demonstram preocupação com queda de 5,04% do mercado hoje, puxado pela crise nos EUA

"Chegou a haver otimismo com a expectativa de que o governo dos EUA e o Fed [o Banco Central americano] pudessem eventualmente salvar o Lehman, e agora os investidores querem vender tudo em pânico", afirmou Soichiro Monji, diretor do setor de estratégia da Daiwa Investimentos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 5,44%%. A Bolsa de Seul, que chegou a ser paralisada ao longo do dia devido suas fortes perdas, registrou a pior queda entre as asiáticas --o índice Kospi fechou aos 6,10% negativos. A Bolsa de Xangai, na China, caiu 4,47%.

Somente a Bolsa de Jacarta (Indonésia) conseguiu inverter a trajetória de perdas e acabou o pregão com aceleração de 0,95%.

A retração na Ásia é resultado direto de mais um desdobramento da crise desencadeada ontem, com a concordata do Lehman Brothers. O anúncio do banco é mais um episódio da crise dos créditos "subprime", que abala o sistema financeiro americano há cerca de um ano e está na origem da desaceleração das economias centrais.

Há semanas, o mercado segue o "drama" do banco de investimentos à procura de um comprador e ainda sob expectativa de uma operação de resgate do governo dos EUA, em moldes semelhantes ao ocorrido com a Fannie Mae e a Freddie Mac, gigantes do setor hipotecário.

As duas expectativas foram frustradas: a "solução de mercado" se perdeu, com a desistência dos potenciais compradores --primeiro, o banco coreano KDB, e depois, o britânico Barclays-- e com a indicação do governo americano de que não resgataria o banco de investimentos.

Pessimismo

A derrocada das Bolsas mundiais ontem começou logo pela manhã, com os mercados asiáticos. A Bolsa indiana despencou 5,4%, enquanto Taiwan perdeu 4,1%. Depois, o nervosismo contagiou os mercados europeus e americanos. Em Londres, a Bolsa local caiu 3,92% enquanto o mercado francês retraiu 3,78% e Frankfurt registrou perda de 2,74%.

Nos EUA, as Bolsas de Valores exibiram seus piores números desde os ataques terroristas de 11 de Setembro: o mundial influente índice Dow Jones retrocedeu 4,42%, enquanto o Nasdaq teve baixa de 3,59%.

A Bovespa liderou a queda nesta segunda-feira, quando o Ibovespa despencou 7,59% e recuou para os 48.416 pontos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bolsas despencam na Europa e na Ásia como reflexo da crise em Wall Street

Da Agência Brasil


Brasília - Os desdobramentos do fim-de-semana no mercado financeiro norte-americano refletiram nos indicadores na Ásia e Europa hoje (15). À exceção de China, Japão, Hong Kong e Coréia do Sul – onde o mercado não está em funcionamento por conta de um feriado – as bolsas caíram fortemente. As informações são da BBC Brasil.

No que já está sendo considerado como as últimas 24 horas mais extraordinárias em Wall Street desde os anos 1920, o banco Lehman Brothers – quarto maior banco de investimento norte-americano – anunciou que vai pedir concordata depois de perdas milionárias relacionadas a valores hipotecários.

O anúncio vinha sendo aguardado ansiosamente por investidores e por cerca de 25 mil funcionários e representa mais um sinal negativo para a confiança dos mercados – e não foi o único do fim de semana.

Outra instituição-símbolo de Wall Street, o banco Merrill Lynch, concordou em ser vendido para o Bank of America por cerca de US$ 50 bilhões para evitar prejuízos maiores. Notícias dão conta ainda de que a seguradora AIG pediu ao banco central americano, o Federal Reserve, um empréstimo de US$ 40 bilhões.

Nos mercados da Ásia, as notícias chegaram mais cedo, empurraram as bolsas para baixo e fizeram o dólar cair 2,7% em relação ao iene japonês – a maior variação diária desde o início de 2002. A bolsa das Filipinas perdeu 4,2% e o principal indicador da Austrália conseguiu reverter perdas iniciais e encerrou em baixa de 1,8%.

Na Europa, a Bolsa de Londres caía 3,42% às 6h37 (horário de Brasília), com 5.231,30 pontos; a de Paris despencava 4,29%, com 4.146,70 pontos e a de Frankfurt recuava 3,34%, com 6.026,37 pontos.

“É um período surpreendente esse que estamos vivendo. Essa combinação de fatores representa o fim de uma era dos bancos de investimento na maneira como operavam. Nunca vi isso em toda a minha vida”, disse Justin Urquart, diretor da Seven Investment Management.

Para o analista financeiro Ralph da Silva, notícias como essas não são vistas em todo o século. Ele avalia, entretanto, que ninguém está realmente surpreendido com a redução do número de bancos e que o que surpreende é a velocidade com que o processo está ocorrendo. “Na indústria bancária, esse tipo de coisa leva anos – não dias”, afirmou.

A crise nos Estados Unidos, que já completou um ano, se intensificou porque vários credores do setor imobiliário deixaram de pagar suas dívidas. Eles estão no grupo do subprime, um tipo de mercado que não exige garantias como comprovante de renda. Como se trata de uma operação de alto risco, os empréstimos são feitos a taxas bastante elevadas. O retorno para o investidor é bom, mas arriscado.

Os bancos, que emprestaram muito aos mutuários, não receberam. Em conseqüência, as instituições e os investidores do mundo inteiro que emprestam aos bancos também não recebem e sofrem o efeito dominó.

Nos dois últimos dias, bancos centrais de vários países colocaram mais de US$ 300 bilhões para ajudar os bancos a manter seus empréstimos, já que os investidores estão tirando seu dinheiro do mercado de crédito para aplicar em outros setores mais seguros, como ouro ou títulos públicos.

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.